Em entrevista do jornal 'Extra', meia do Tricolor admite falta de motivação para jogar em estádios vazios e critica até o elevado número de clássicos.
Acostumado a jogar rotineiramente com estádios cheios durante sua passagem de 13 anos pelo futebol europeu, o meia Deco foi sincero ao analisar a sua nova realidade de jogos com pouco público no Campeonato Carioca. Em entrevista ao jornal "Extra" deste domingo, o jogador do Tricolor carioca admitiu ser difícil se motivar para "jogar para 500 pessoas" no Estadual.
- Eu sei que envolve muitas pessoas e os times pequenos, mas é difícil ver jogos com 500 pagantes como foi no último jogo do Fluminense (na verdade foram 659). Já teve o jogo contra o Vasco, com apenas sete mil (na verdade foram 10 mil).
Deco também se mostrou favorável a uma mudança no formato do Carioca. Segundo o meia, até mesmo o grande número partidas entre os clubes grandes acaba prejudicando a competição, já que nem os clássicos têm tido bons públicos.
- Haver muitos clássicos também acaba tirando o brilho. Em três, quatro meses você jogar quatro vezes contra o mesmo time é muito para o torcedor. Os ingressos estão caros. Alguma forma para solucionar isso precisa ser encontrada. É desmotivante. Pelo compromisso profissional que temos, nós vamos. Mas com certeza é diferente de jogar onde tem mais gente te olhando.
Confira abaixo outros trechos da entrevista:
Jogar em La Bombonera
Acompanhei pela TV alguns jogos do Boca, da seleção e até a própria história do Maradona. Já ouvi falar do jeito que é e de como foi planejado. Sei que as pessoas ficam muito juntas, sei da pressão que tem. E é legal poder jogar em um estádio que tem tanta história.
Pressão da torcida do Boca
Você elimina isso jogando com personalidade. Quando tiver a bola não perdê-la, não ter medo de ter a bola. O segredo é conseguir ser frio na maneira de jogar sem se impressionar com o ambiente.
Vencer a Libertadores
Em termos de clubes é o máximo que poderia acontecer. Depois de tantos títulos importantes na Europa, com a Libertadores não ficaria faltando nada.
Aposentadoria em 2012?
No final do ano, vou ver como me sinto fisicamente e na minha cabeça. Vou ver se quero continuar, se tenho a mesma vontade que tive no início desse ano. Mas isso não é para ver agora, não.

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